Quatorze anos depois de uma das maiores tragédias da humanidade, a Indonésia sofre ao ver de novo seu povo tragado pelas águas do Pacífico
Tsunami, uma tragédia que o povo da Indonésia não consegue se livrar

Quem dorme e acorda acreditando que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar deveria ler com atenção esse texto sobre tsunamis na Indonésia. Quatorze anos após o mundo ficar em choque com as imagens de ondas gigantescas afogando ilhas e praias de 14 países banhados pelo oceano Índico, outro desastre natural volta amedrontar a região.

Em julho e agosto, uma série de terremotos já tinha causado a morte de quase 500 pessoas na ilha turística de Lombok. O número de feridos chegou a mil e quinhentos. Milhares de habitantes ficaram desalojados. Já era um sinal.

Na sexta-feira, dia 28, uma nova série de terremotos no fundo do oceano provocou outra tragédia. Um dos tremores de 7,5 graus de magnitude levou à formação de um tsunami com ondas enormes que chegaram até a ilha de Celebes. A cidade mais atingida foi Palu, seguida de Donggala.

Em poucas horas foram contadas 800 mortes. A Agência Nacional de Gestão de Desastres do país teme que esse número ultrapasse a milhares. 

Os relatos de sobreviventes dão conta de ondas com mais de seis metros de altura. Para se abrigar, muitas pessoas subiram em árvores maiores ou correram a tempo para edificações altas. Mas os estragos foram devastadores porque várias construções ruíram com a força da água, entre elas hotéis e até hospital. As autoridades falam em mais de mil edifícios destruídos ou danificados.

Três horas antes outro terremoto de 6,1 graus de magnitude já havia causado a morte de uma pessoa e deixado dez feridos, assim como o desmoronamento de várias casas.

Mas por que aquela parte do planeta sofre tanto com tsunamis?

A República da Indonésia é na verdade um grande arquipélago, o maior do mundo, formado por 17 508 ilhas, sendo seis mil habitadas. O país fica localizado entre o Sudeste Asiático e a Austrália e, claro, tá rodeado pelas águas do Índico.

O problema é que essa região tá no chamado Anel ou Círculo de Fogo do Pacífico, um ponto da terra onde acontecem 90% dos terremotos do planeta. Traduzindo, isso quer dizer que cerca de sete mil tremores todos os anos atingem essa área. A maioria de magnitude moderada e, por isso, tanta gente ainda mora por lá.

A região tem perto de 40 mil km de extensão e seu formato lembra uma ferradura. E foi esse ambiente visitado por turistas do mundo inteiro que em 2004 sofreu com uma das maiores devastações de um tsunami, provocando a morte de 167 mil pessoas só na Indonésia.

O que causou a elevação da água do mar com ondas de até 30 metros de altura também foi um terremoto no fundo do oceano Índico, apelidado pela comunidade científica de terremoto de Sumatra-Andaman.

O que dá origem aos terremotos é o que cientistas chamam de subducção, ou o deslizamento de uma placa tectônica para debaixo de outra em uma zona de convergência.

O epicentro se deu na costa oeste da Indonésia, com 9,1 graus de magnitude, e desencadeou uma série de tsunamis avassaladores, causando a morte de mais de 230 mil pessoas em 14 países diferentes banhados pelo Oceano Índico. Em número de vítimas, a Indonésia foi o país mais atingido, seguida por Sri Lanka, Índia e Tailândia.

Alem das perdas humanas, o desastre natural causou danos calculados em US$ 10 bilhões.

O tsunami da semana passada pegou em cheio Palu por causa das características geográficas da região. A cidade foi erguida na ponta de uma baía que é rodeada por montanhas muito altas, formando um grande corredor.

Nessas condições as ondas ganharam força e, apesar de não serem gigantescas como as de 2004, entraram pela ilha arrastando o que encontraram pela frente.

 

Tsunami, uma tragédia que o povo da Indonésia não consegue se livrar

 

Para quem tem curiosidade em saber um pouco mais sobre tsunamis dá para dizer que são ondas que se formam no fundo do mar depois de grandes terremotos ou erupções vulcânicas. Em alto mar sua velocidade pode atingir 800 km/h e seguir avançando por milhares de quilômetros.

Ao se aproximar da costa as ondas perdem um pouco de velocidade, mas a sua força não se altera por causa do volume.

E é assim que a cada novo terremoto a população da Indonésia sabe que o pior pode estar por vir novamente. Lá o raio cai muito mais do que duas vezes no mesmo lugar.

 

 

 

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Luiz Henrique Barreto

Luiz Henrique Barreto

Que tragédia!Que povo sofrido!Que Deus ilumine !
★★★★★DIA 30.09.18 16h40RESPONDER
Guilherme Mendes
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