O que ela fez foi um simples gesto de carinho e generosidade, mas para a senhora Redding teve um significado enorme
A aeromoça que virou heroína para uma família

Sonja Redding é mãe de um casal de crianças. Ela voltava de uma viagem em que os filhos tinham ido participar de uma pesquisa médica. Os dois sofrem de uma doença genética rara chamada metilmalônico acidemia, ou MMA. "É uma doença séria e ameaçadora de vida, que atualmente não tem cura", escreveu Sonja na página dela no Facebook.

Durante a consulta, o garoto foi diagnosticado ainda com autismo. A mãe já desconfiava que o filho tivesse um problema maior. "Ele tem colapsos em público muitas vezes, e geralmente as pessoas só ficam olhando ou fazem comentários rudes", conta a senhora Redding.

Um desses momentos de inquietação do pequeno Xayvior aconteceu exatamente no voo para Ohama, no estado de Nebraska. "No voo ele teve uma súbita crise e nós não podíamos mantê-lo calmo, não importa o que nós tentamos. Isto foi inesperado, porque nos voos anteriores que ele passou bem", relata a mãe.

O choro de Xayvior, provocado pela ansiedade do menino, passou a incomodar outros passageiros. "Parecia que toda a gente, em todo o avião, estava olhando para nós e irritados com o choro do meu filho", explica Sonja.

A situação foi ficando cada vez mais incontrolável, até que uma comissária de bordo surgiu se prontificando a ajudar. A mãe, que já estava desesperada com o desconforto que o menino provocava no avião, argumentou que o filho poderia não reagir bem. "Essa comissária apareceu e perguntou se podia leva-lo para um passeio. Eu avisei que ele poderia ficar agressivo com ela e tentar arrancar os olhos (ele faz isso muitas vezes e é uma questão de processamento sensorial). Ela rapidamente respondeu que não se importava e o levou para um tour pelo avião", disse a mãe.

A estratégia deu certo. O menino se distraiu com a "voltinha" pela aeronave e se acalmou. "Essa heroína trouxe um pouco de sanidade ao momento caótico, e quando eles voltaram Xayvior estava muito mais calmo. Ele simplesmente amava a sua nova amiga de tão feliz", contou Sonja.

Para muitos passageiros que estavam a bordo, a "chateação" pelo choro pode ter parecido apenas manha de criança. "Pode ser bastante frustrante quando os outros simplesmente não entendem que ele não é uma criança mal-educada, mas sim alguém com necessidades especiais", escreveu Sonja.

A viagem terminou tranquila, mas a senhora Redding acabou descendo do avião sem perguntar o nome da comissária. Ao chegar em casa ela decidiu compartilhar a atitude da profissional da companhia Delta Airlines e mostrar a graditão através do Facebook:

"Quero agradecer a esta funcionária da Delta e deixar a Delta saber que mulher maravilhosa eles têm empregado com eles. Ela não ficou olhando nem julgou, ela só mostrou amor e empatia sem hesitar. Precisamos de mais pessoas assim no mundo. Obrigada, funcionário da Delta, obrigada!"

O texto viralizou. A revelação de quem era a "heroína" dos Redding veio em um comentário deixado por um internauta. Trata-se da comissária Amanda Kay Amburgy.

A aeromoça tem uma conta no Instagram. Ela é considerada pelos amigos uma profissional apaixonada pelo que faz e já tinha muitos seguidores. Depois que a história do voo para Nebraska se espalhou, Amanda se tornou uma celebridade.

Quase 15 milhões de pessoas passaram a curtir as postagens da loira que mora em Atlanta. A conduta dela também rendeu diversos elogios. Entre os muitos parabéns que a comissária tem recebido vários são de brasileiros.

 

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Edmilson Gandra

Edmilson Gandra

Linda por dentro, cheia de amor, só quem conhece e acredita no amor de Cristo por nós é capaz de algo assim, parabéns
★★★★★DIA 23.04.19 08h52RESPONDER
N/A
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