Verônica Verone ficou conhecida em 2011, ao enforcar um empresário dentro de um motel
A mulher que matou o amante e virou miss na cadeia

Tudo aconteceu no Rio de Janeiro. Primeiro a linda loura se enrabichou com o paquera, um homem casado. A relação deles foi cheia de brigas e acusações. Verônica queria que o amante largasse a família para viver com ela. A esposa de Fábio acabou descobrindo através de ligações da própria namorada do marido que contou tudo. Uma noite em um motel o casal se desentendeu. O motivo da briga até hoje é considerado nebuloso. O certo é que Verônica matou o parceiro e pegou quinze anos de cana. O fato aconteceu em 2011, e ela está prestes a ganhar liberdade condicional. Mas antes de deixar a vida de encarcerada Verônica foi eleita a miss do presídio. 

Parece filme policial, desses que começam com um assassinato até a investigação descobrir evidências que levem ao criminoso. O local foi um motel em Niterói. O corpo do empresário Fábio Gabriel Rodrigues estava na garagem de um dos quartos. A suspeita logo recaiu sobre Verônica Verone. A loura já tinha aprontado um monte pra cima da família do namorado. A irmã de Fábio disse à polícia que a motivação do crime seria vingança. Uma semana antes Verônica flagrou o namorado com outra mulher. Eita, confusão. 

Fábio, com 33 anos, tinha fama de mulherengo. Verônica também não era fácil. A jovem de apenas 18 anos, que chamava atenção pelo belo corpo e um rosto lindo, era envolvida com mais dois homens e uma mulher. Todos igualmente namorados da gata. 

Para matar Fábio, Verônica antes tentou comprar uma arma. Depois ofereceu dois mil reais a um pistoleiro. Como os planos não deram certo ela mesma deu cabo ao namorado. No quarto do hotel, a assassina conseguiu fazer Fábio beber um remédio antidepressivo e depois ingerir bebida alcoólica. O empresário apagou e Verônica aproveitou para asfixiar a vítima. Em seguida ela carregou o corpo até a garagem do motel e fugiu na camionete do ex. 

 

Condenação e confusões na cadeia

 

O julgamento rolou seis meses depois e foi uma zorra. A criminosa justificava o assassinato alegando ter sido vítima de uma tentativa de estupro. Durante o violento ataque ela ainda teria tido um outro trauma ao recordar dos abusos sexuais que sofria do próprio pai quando era criança. Segundo a "Loura Fatal", como foi apelidada pelos policiais, o rosto de Fábio tinha as mesmas feições do seu algoz. No meio da audiência, o advogado de defesa se virou na direção da mãe de Verônica e disse que a filha dela estava ótima para fazer teatro. 

Descontrolada, a acusada de um piti e precisou ser retirada do local onde estava o júri. Mas nem a encenação, nem o álibi colaram. Quinze anos de detenção em prisão fechada foi a condenação da assassina. De lá para cá a musa está guardada. No presídio também aprontou várias vezes. 

Na ficha disciplinar de Verônica há oito faltas graves cometidas na prisão. A rebelde foi acusada de xingar funcionárias, de botar fogo nas colegas de cela para incendiar colchões e ainda agredir outras detentas e até inspetoras. Em cada falta a "Loura Fatal" ficou isolada durante 30 dias, sem contato com as demais presas.

Mas Verônica também já conseguiu reduzir a pena em vinte e três dias por ler livros na cela. 

A Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio prevê que em janeiro do ano que vem Verônica vai passar do regime fechado para o semiaberto. Antes de se despedir do inferno no presídio a moça resolveu se candidatar no concurso de miss do presídio. 

 

A regeneração atrás das grades 

  

Verônica está terminando de cumprir a pena na Penitenciária Talavera Bruce, que fica no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. O concurso de miss não é uma novidade. Acontece desde 2005, com o apoio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). 

Esse ano 70 presas se inscreveram. Dez foram classificadas para a final. Um dos requisitos para a pré seleção foi o bom comportamento dentro do presídio nos últimos meses. Antes da escolha as candidatas participaram de vários ensaios de passarela, prova de figurino, teste de maquiagem e penteado.

Segundo a Secretaria, o objetivo do evento é resgatar a autoestima das detentas e incentivar a turma em não aprontar durante o ano.

Os desfiles foram divididos em apresentações na passarela em trajes de praia e gala. A 13ª Garota Talavera Bruce comemorou a coroa de miss: "Estou com o coração acelerado e muito feliz. Realmente não esperava. Cheguei aqui rebelde e agora estou aqui porque me comportei. Me preparei muito para esse dia. Treinei muito", arrematou a quase liberta.

O discurso de reinserção também é pregado para justificar o concurso. Para a coordenadora das Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LBGT, "muitas dessas mulheres entram (nos presídios) com a autoestima baixa. Esse é um momento que mostra que elas não são invisíveis e ajuda muito na ressocialização", afirmou Ana Christina Faulhaber. Já para o chefe de Gabinete da Seap, Renato Freixo, "o evento mostra que dois pilares são muito importantes para o sistema penitenciário: a humanização e a reinserção social". 

Se não aprontar nos próximos trinta dias, depois do ano novo Verônica Verone vai voltar às ruas com a maior parte da pena cumprida e de novo com a fama de bela, agora das penitenciárias. 

 

A história da mulher que matou o amante e virou miss na cadeia Verônica, Mariana Santos e Michelle Neri. As três mais belas da cadeia (Foto: Divulgação Seap)

 

 

 

 

 

 

 

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Juarez Oliveira

Juarez Oliveira

Se isso ai é mulher linda, tenho que rever meus conceitos. O cara casado, com família se envolver com uma biscate dessa tem mesmo é q morar do outro lado mais cedo mesmo. E cá pra nós: Verônica, melhora essa fachada ai pq vc é nota quase 5 em escala até 10.
★★☆☆☆DIA 19.12.18 12h10RESPONDER
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Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

Juarez, as fotos do momento não são condizentes com a beleza que essa moça já foi. Não se esqueça que ela ainda está presa. Se você buscar na internet as fotos do tempo em que ela matou o amante vai ver que Verônica tinha a sua beleza. Abraço

★★★★★DIA 19.12.18 12h21RESPONDER
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Lucas de Souza

Lucas de Souza

A PM matou os reféns, fato já denunciado por uma das vitimas que sobreviveu. Que sentido faz os ladrões matarem os reféns que seriam usados como barganha ou escudo humano? Bela reação da policia...
★☆☆☆☆DIA 09.12.18 05h10RESPONDER
Guilherme Mendes
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Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

Bom dia, Lucas! A medida que o tempo for passando vamos saber de outros detalhes. Dá para imaginar que internamente a polícia deve estar avaliando nesse momento como desastrosa a ação. O bando também. Muito triste tudo o que aconteceu. Abraço 

★★★★★DIA 09.12.18 10h13RESPONDER
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Adão Soares

Adão Soares

É um exemplo claro da ditadura feminista (que considera a vida do homem menos valiosa). Se fosse um homem que tivesse matado uma mulher, pela lei Maria da Penha, seria crime hediondo e feminicídio, portanto a pena ficaria bem acima dos 20 anos. Como foi uma mulher quem tirou a vida de um homem, a pena é irrisória, um flagrante desrespeito à figura masculina.
★★★★★DIA 06.12.18 09h38RESPONDER
Guilherme Mendes
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Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

Adão, esse é um bom tema para a discussão. O importante é a sociedade continuar evoluindo. As leis estão aí para serem revistas também se a população entender que ficaram ultrapassadas. Grande abraço e venha sempre visitar o nosso blog. 

★★★★★DIA 06.12.18 10h30RESPONDER
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