Desde que o mundo é mundo o homem luta pela sobrevivência, mas agora temos medo de morrer até em redes sociais
A sobrevivência é nosso maior desafio

A vida de todo mundo poderia ser bem melhor se compararmos com outras gerações,você concorda?

Vivemos em uma época em que a humanidade nunca teve tanto conforto e boas condições a seu favor. A ciência avançou absurdamente na cura de doenças de toda natureza. Uma avalanche tecnológica nos fez encurtar distâncias, permitiu acesso a um universo de informações e facilitou muito a comunicação. Os habitantes de quase todas as partes do planeta podem fazer ligações de vídeo para uma pessoa que está do outro lado do mundo bastando estar conectado a internet. Conseguimos visitar países e viajar de avião de uma forma que antes era acessível a poucos. Os benefícios são incontáveis. Dá para passar um dia inteiro citando uma lista dos nossos ganhos. 

Mas, incrivelmente, o ser humano, vira e mexe, opta por atitudes e comportamentos que são reprováveis e quase sempre incompreensíveis. 
Como entender o sentido de condutas assim?

Nunca estudei sociologia, nem fiz cursos de psicologia ou mestrado em comportamento humano. Sou apenas um curioso da natureza humana e às vezes recorro a artigos científicos com a intenção de tentar compreender esse lado perturbador e as vicissitudes da vida.

A melhor teoria remonta ao surgimento do homem na terra, provavelmente no período das cavernas ou dos macacos, onde, viver um único dia, era uma grande vitória em um mundo tão hostil e primitivo. Para Charles Darwin (você se lembra dele na época do cursinho para fazer o vestibular?), todas as espécies lutam para continuar existindo assim que nascem. Com os humanos acontece o mesmo de forma consciente ou inconscientemente.

Já nascemos com o instinto da sobrevivência física, que busca proteger nosso corpo e suas funções vitais, e também da sobrevivência psicológica, que cria mecanismos importantes como, por exemplo, o medo. É através do medo que enxergamos situações que podem colocar em risco às nossas vidas e, assim, estamos sempre nos armando para enfrentarmos qualquer um que nos coloque em risco, até mesmo outros humanos.

Se no mundo moderno a disputa já não é por um pedaço de carne da caça abatida como nos primórdios, agora lutamos, entre nós, por poder e conquistas. Tudo o que já temos parece não ser suficiente ou já está ultrapassado. Vivemos com medo de que exista gente que possa ser “melhor” do que nós, que nos possa “ultrapassar”, seja no emprego, no amor ou entre amigos. 

Nos tornamos reféns de uma necessidade em parecer o mais feliz e bem sucedido possível. Assim, buscamos artifícios de convencimento para impressionar quem nos observa. Na área profissional exibimos as nossas capacidades, relacionamentos e oportunidades. E quando podemos, ostentamos símbolos de status como viagens, festas, presentes, carros, roupas de marca e uma infinidade de bens. As redes sociais estão abarrotadas desse exibicionismo, ainda que não seja a realidade de quem se exibe. Tudo para não ficarmos “atrás” no jogo social. Afinal, o mais forte vence o mais fraco e o mais forte tem o direito de devorar o mais fraco

Ou seja, mesmo com o planeta entulhado de cidades e metrópoles, ainda vivemos em uma selva humana. Nossas personalidades estão presas a sentimentos negativos que são ligados ao pânico de não sobrevivermos nesse contexto. Com medo, nosso cérebro trabalha o tempo todo com pensamentos negativos. Nossa atenção e preocupação são gastas com cenários catastróficos que antecipamos em vez de usufruir da felicidade e da gratidão.

Ciente dessa característica humana, a mídia abusa das notícias que tem forte apelo ao drama porque sabe o quanto estamos conectados ao medo.

Se você se identificou com essa situação não se preocupe. No fundo todos somos assim, apenas alguns vivem mais intensamente sob a tortura da sobrevivência, que leva ao medo e a outras reações negativas. O que devemos combater, na verdade, é a maldade gerada pela falta de escrúpulo para se alcançar um objetivo a qualquer custo.

Atravessamos uma fase em que tudo "parece" permitido para se chegar onde se quer e que, erradamente, dizemos que “os meios justificam os fins”. Nesse jogo sujo estamos vendo pessoas deixando de lado valores como, por exemplo, a dignidade, descartando a ética e a decência como se não fossem mais relevantes para se viver em grupo.

Muito claramente podemos observar como essas atitudes têm criado fortes raízes na política. Para vencer a luta pelo poder parece que vale tudo. É permitido mentir, mentir, mentir, roubar, "corruptar", enganar, viver piamente em um mundo de falsidades e jurando que a farsa é verdadeira. As fakes news são a maior comprovação desse time de bandidagem moral. A regra parece ser falar uma mentira mil vezes para que ela se torne uma verdade.

Ter medo e se defender faz parte da alma humana, mas partir para conquistas através do custe o que custar já é a face obscura de quem, de fato, não tem ética e nem escrúpulos.

 

 

 

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