O acidente provocou a interdição de parte da via por causa dos danos causados na trombada

Só assistindo ao vídeo para acreditar que o fato realmente aconteceu. Nem se a ponte tivesse o dobro de altura dava para a embarcação passar. Antes de fazer essa "navalhada", o comandante já tinha batido com o cargueiro em um navio de passageiros. Sabe qual foi a explicação que o condutor russo deu as autoridades coreanas? Que ele não sabe falar bem inglês e não entendeu as orientações para não seguir em frente. Dá para engolir essa?

O acidente aconteceu em Busan, na Coreia do Sul. A segunda maior cidade do país tem uma população de 4 milhões de habitantes e um grande movimento marítimo.

O porto do município é o sexto do mundo em movimento de embarcações. Por isso, Busan é considerada uma porta de entrada do continente asiático.

Foi nesse endereço do planeta que o navio russo veio para deixar uma carga. Ao retomar a viagem com destino a Vladivostok, seu país de origem, misteriosamente o Seagrand, de 5.998 toneladas e 370 pés, acabou se dirigindo para uma rota errada e se chocou com a ponte.

A desorientação do comandante ainda não teve uma explicação convincente. O mais provável é a manguaça que ele tomou.

Uma hora antes de bater na ponte Gwangan, ele já tinha dado um "chega pra lá" em um cruzeiro que estava atracado em um porto próximo.

Nas duas vezes, o comandante deu meia volta e se mandou, mas na última a Guarda Costeira da Coreia (KCG) foi atrás do beberrão.

Ao entrar no barco, a segurança marítima interrogou a tripulação e descobriu que o comandante tinha ingerido bebida. A KCG decidiu fazer um teste de teor alcoólico no homem, que não teve a idade revelada. Bingo!

O nível de álcool no sangue era de 0,086%, muito superior ao limite legal no país. Para capitanear navios de carga, o máximo permitido é de 0,03%. Consumir bebidas em cargueiros está autorizado e não é punível por lei, desde que não seja a única pessoa que o navegue.

As autoridades ainda não sabem quem estava no leme no momento do acidente. Ninguém a bordo quis confirmar se era o comandante ou se outro membro da tripulação tinha assumido o controle.


A ponte Gwangan


Para ligar Busan, na costa sudeste da Coreia do Sul, às localidades de Haeundae-gu e Suyeong-gu, a ponte Gwangan começou a ser erguida em 1994. A obra durou quase nove anos, até ser inaugurada em janeiro de 2003.

Com uma extensão de 6.500 metros de comprimento é a maior do país e custou 789,9 bilhões de wons (cerca de 240 milhões de reais). 

O acidente aconteceu na quinta-feira (28/02), durante a hora do rush. A parte de baixo da construção, que tem dois níveis, ficou danificada. Por medida de precaução, uma das vias de circulação da ponte teve que ser fechada, devido ao buraco de cinco metros que o navio abriu com o impacto.

Ninguém ficou ferido, segundo as autoridades locais.


Um comandante perdido


O navio cargueiro Seagrand pertence à empresa VostokMorService e é operado pela russa LLC SK Grand Shipping. A embarcação chegou a Busan, na quarta-feira, trazendo uma carga de 1,5 mil toneladas de tubos de ferro. No dia seguinte, a tripulação deu prosseguimento a viagem, levando mais de 1,4 mil toneladas de bobinas de aço, avaliadas em quase três milhões de libras, para serem desembarcadas no porto de origem, em Vladivostok, na Rússia.

Se não tivesse nenhum problema no caminho, o roteiro seria fechado na quinta-feira, de acordo com a agência de notícias coreana Yonhap News.

Onde o comandante tomou "todas" ninguém ainda contou, se foi em terra firme ou quando estava a bordo. Já na largada, ele cometeu a primeira "navalhada", ralando o Seagrand em um cruzeiro. Preocupados com o caminho que o navio estava tomando, o serviço de navegação costeira entrou em contato com o barco para alertá-los sobre a rota. Mas o capitão teria dito que não compreendia bem o inglês.

Pelo mapa divulgado sobre o caminho que o navio deveria ter seguido, dá para perceber como eles se perderam. A linha laranja indica a direção exata que a embarcação precisava navegar até Vladivostok, margeando a costa rumo ao norte, até alcançar o Mar do Japão.

Mas, estranhamente, quem estava no comando fez uma curva abrupta para à esquerda algumas milhas depois de deixar o porto, conforme a linha vermelha mostra. Ao entrar em uma baía foi direto para a ponte de Gwangan.

 

Comandante toma "todas" e bate navio em uma ponte no mar da Coreia

 

Oficiais do KCG, que monitoram o tráfego de navios, perceberam o desvio e enviaram mensagens de rádio. Não deu certo o alerta.

Com o impacto, um dos mastros do Seagrand bateu na parte lateral da ponte Gwangan e caiu. O comandante acabou preso sob a alegação de navegar embriagado.

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