Nos próximos quatro anos 75 milhões de empregos vão deixar de existir no mundo. Mas a nova revolução industrial vai criar grandes oportunidades
Cuidado, você pode estar correndo risco de perder seu emprego

Todos os anos o pessoal do Fórum Econômico Mundial se reúne em Davos, na Suíça, para abordar desafios sociais e econômicos. Renomados líderes empresariais, políticos, intelectuais, jornalistas e pensadores são selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente.

O último relatório do Fórum trouxe conclusões sobre o que vem pela frente no mercado de trabalho com alertas importantes. Daqui a sete anos os robôs vão desempenhar mais da metade das tarefas profissionais existentes na atualidade. É isso mesmo que você acabou de ler. As máquinas vão assumir 50% do trabalho dos seres humanos, o que vai implicar no desaparecimento de vários empregos.

Alguns dos setores mais atingidos serão as fábricas, escritórios de contabilidade e centrais de atendimento ao consumidor. Uma parafernália de equipamentos vai substituir pessoas que trabalham nas áreas de dados, imóveis, assistências jurídicas, contabilidade, pós venda e turismo.

Hoje, robôs e máquinas já respondem por 29% das funções que conhecemos. Com a escalada do processo de automação, nos próximos 4 anos, 75 milhões de empregos vão ser fechados no mundo inteiro. Só o Brasil deve perder 15 milhões e 700 mil postos de trabalho até 2030. Isso representa 14% dos empregos no país. A média mundial é de 15%. 

Mas não se desespere se você se sentiu ameaçado, pois há um canhão de luz no fim do túnel. Se a inteligência artificial e a tecnologia vão desaparecer com algumas profissões, elas também vão impulsionar outras tantas que só os homens serão capazes de executar. 

Estudo feito por uma consultoria do trabalho mostra que, em 50 anos, os Estados Unidos substituíram 3,5 milhões de empregos por máquinas, enquanto a tecnologia criou cinco vezes mais vagas do que isso. Foram quase 16 milhões.

O relatório aponta ainda algumas profissões do futuro. Além de programadores de computadores as empresas terão necessidade de possuir gerentes para treinar as equipes, bem como pesquisadores, analistas e professores.

A área da saúde também é promissora segundo este mesmo estudo que levou em consideração cenários como, por exemplo, o envelhecimento da população. Em 30 anos o mundo terá dois bilhões de pessoas com mais de 60 anos que precisarão de médicos, enfermeiros, auxiliares e cuidadores.

Ao todo, a nova revolução industrial sinaliza para o aparecimento de 133 milhões de novas vagas no mundo. Fazendo uma conta simples, o saldo deve ser altamente positivo, mas isso vai exigir uma mudança de comportamento profissional. As pessoas terão que parar de pensar em profissão e raciocinar em termos de habilidades, segundo os doutores no assunto. 

Nesse ponto, estamos muito atrás no mundo. A América Latina é a região com o maior déficit de qualificação profissional no planeta. No Brasil, 68% das empresas relatam que tem dificuldades para preencher vagas.

No relatório da Future of Jobs for All, o Fórum Econômico Mundial chamou a atenção para a revolução na forma de pensar o mercado de trabalho. Será preciso estar antenado para a necessidade constante de se atualizar enquanto se convive com a revolução tecnológica. Este momento foi batizado pelos estudiosos de revolução de reskilling.

Traduzindo para o bom português, reskilling é a necessidade de atualizar suas habilidades nas áreas em que você atua. E não importa qual seja, há sempre espaço para avançar. Algo novo para aprender.

O relatório traz outros alertas importantes. Ninguém irá sobreviver mais numa posição confortável. Então, mexa-se! Não espere por um plano feito por outra pessoa, pela faculdade ou pela gestão de recursos humanos da sua empresa: só você sabe para onde quer ir – e não precisa ser para um lugar só.
 
O empreendedor Reid Hoffman compartilha dessas mesmas teorias. "Há uma transformação estrutural em curso quando se trata de carreira. A ideia tradicional de escolher um caminho para trilhar e subir os degraus está deixando de existir", explica o cofundador do Linkedin.

"O mundo está mudando e há duas forças por trás disso: as pessoas e a tecnologia. Existe um jogo de aceleração em que essencialmente todos estão envolvidos. Não dá para esperar que as coisas se movam mais devagar". A esse comportamento Hoffman apelidou de "versão beta permanente".

Para deixar bem claro, as pessoas precisam se adaptar e investir continuamente em si mesmas para continuar em alta no mercado, mesmo quando as coisas estiverem instáveis. Outro conselho é vencer o medo do fracasso, estar disposto a errar, aprender e tentar de novo.

Por fim, Hoffman avisa que estar em beta permanente é a obrigação de todos, mantendo-se interessados em novas oportunidades, abertos a feedbacks e dispostos a aprender para avançar cada vez mais.

Algumas dicas práticas podem te ajudar nessa missão:

- identificar e adquirir as habilidades que estão em alta na sua área (ou na área em que você quer atuar);

- fortalecer suas habilidades interpessoais, como comunicação, colaboração e inteligência emocional de maneira geral;

- preparar-se para o recrutamento digital: criar uma presença e uma rede de contatos online consistente em plataformas como Linkedin, Behance e GitHub, faz toda a diferença para atrair empregadores;

- considerar novas maneiras de trabalho, como freelancer, autônomo e remoto;

- internalizar a lógica do lifelong learning: seu aprendizado deve ser contínuo;

No mais, boa sorte!


(Algumas informações para esse texto foram retiradas do blog da Udacity, a Universidade do Vale do Silício.)

 

 

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Marcia Mendes

Marcia Mendes

Uma onda avassaladora, que assustador. Que Deus ilumine este povo!!!
★★★★★DIA 30.09.18 23h55RESPONDER
Guilherme Mendes
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