Foi uma pena, mas o homem mais rápido do mundo desistiu do sonho de ser jogador de futebol

As notícias do ano passado pareciam bem promissoras. Bolt chegou a fazer dois gols em uma partida amistosa na Austrália. Mas quando parecia que o homem bala iria se transformar em um jogador profissional veio a ducha fria para os fãs do corredor.

O anúncio foi feito na terça-feira. Usain nunca escondeu a paixão pelo futebol. Depois que pendurou as sapatilhas das pistas ele correu para o gramado.

As tentativas para vingar como um goleador não foram poucas. Bolt começou pelo Borussia Dortmund, da Alemanha. Foi um período de testes para o jamaicano. Depois chegou a disputar uma partida pelo Stromsgodset, da Noruega.

Sem ser aprovado ele disparou rumo Central Coast Mariners, da Austrália.

Os elogios a Bolt extrapolavam às quatro linhas: "A melhor coisa sobre Usain Bolt é que ele é tão humilde. Ele se encaixou bem com os rapazes. Desde o seu primeiro dia até agora, a transformação é enorme". As palavras são de Ross McCormack, companheiro de time do jamaicano, em entrevista à Fox Sports.

Na equipe da Oceania ele teve seu melhor momento, digno das manchetes dos tempos em que voava com um monte de mortais tentando alcançá-lo nas passadas do raio. Em um amistoso contra o MacArthur South West United, Usain assinalou dois gols na goleada de quarto a zero.

Após o duelo, o jogador celebrou: "Estou feliz por poder vir aqui e mostrar ao mundo que estou melhorando. Estou ansioso para ser um ‘Mariner’ (apelido de seu time), e entrar no time".

A comemoração foi no velho estilo do raio. O jogo antecedeu a abertura do Campeonato Australiano e tudo levava a crer que depois daquela exibição era só assinar o contrato. Mas não foi. Os motivos nunca foram detalhados, o certo é que as partes não chegaram a um acordo.

Como nunca perdeu tempo na carreira, Bolt deu um tiro em direção ao Valletta, campeão nacional de Malta, mas também lá o campeão recusou a oportunidade.

Os convites continuaram. O empresário do jamaicano garante que eles receberam contratos de outras equipes, sem que nenhum entusiasmasse o ex-velocista.

O anúncio da aposentadoria definitiva do esporte pegou todo mundo de surpresa. Bolt se "despediu" do futebol sem assinar um contrato profissional: "Foi divertido enquanto durou", resumiu o tricampeão olímpico dos cem metros. Ex-velocista oito vezes medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos e 11 vezes campeão mundial de atletismo, Usain Bolt encerrou a breve carreira de jogador de futebol iniciada em 2018.

"Foi uma boa experiência. Eu realmente gostei de estar em um time, e era diferente do atletismo", completou Bolt.

Longe das pitas e dos gramados, Bolt, medalhista em Pequim, Londres e Rio, vai caminhar para outras atividades profissionais. Ele quer se dedicar ao mundo dos negócios.

"Eu estou fazendo tantas coisas agora. A vida esportiva acabou, então estou indo para diferentes ramos dos negócios. Tenho vários objetivos em mente. Estou tentando me organizar e ser um homem de negócios agora", afirmou.

Bolt nasceu em uma pequena cidade da Jamaica. Seus pais, Wellesley e Jennifer Bolt, eram donos de um pequeno mercado na área rural onde o rebento passava o tempo na rua jogando críquete e futebol com seu irmão Sadiki.

Ainda criança, Usain cursou a escola primária Waldensia e foi ali que despertou a atenção para seu potencial para a velocidade.

 

Fim da linha para Bolt

 

Aos 12 anos era o mais rápido aluno nos 100 metros rasos. Depois de entrar na escola secundária, passou a praticar outros esportes, mas seu técnico de críquete notou a velocidade do garoto no campo de jogo e insistiu para que ele se dedicasse ao atletismo, apesar da preguiça do pupilo com a falta de dedicação aos treinamentos.

Bolt sempre foi fã de futebol. Torcedor declarado do Manchester United, o velocista manifestou, em 2016, a vontade de ingressar no futebol após sua aposentadoria das pistas. E foi o que ele fez.

 

Fim da linha para Bolt

 

Bolt cresceu no tamanho e no profissionalismo. Se tornou um mito do esporte ao lado de figuras como Roger Federer (no tênis), Ayrton Senna (no automobilismo) e Pelé (no futebol).

Agora é esperar para ver onde o raio vai cair. Seja lá onde for, é sinal de que pode estar vindo coisa muito boa por aí.

 

 

 

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