Esse é o saldo das operações da Receita Federal nos primeiros seis meses de 2019
Mais de 25 toneladas de cocaína são apreendidas no Brasil

Nunca na história do país o tráfico de cocaína sofreu tantos prejuízos. Segundo números do Ministério da Economia, nos primeiros seis meses do ano a Receita Federal apreendeu 25,3 toneladas da droga em portos, aeroportos e demais pontos de fiscalização do órgão aduaneiro.

A quantidade recorde reforça uma tendência no aumento da fiscalização que começou em 2015, quando a Receita Federal apertou o cerco em busca de carregamentos de coca. Naquele ano, pela primeira vez a apreensão de cocaína superou a de maconha.

Mas ainda foi muito pouco se comparado com os números atuais, apenas 10% do que a Receita recolheu agora. Para se ter uma ideia de como ano após ano a tráfico tem sofrido perdas consideráveis, em 2017 foram apreendidas 12,8 toneladas no primeiro semestre, e em 2018 mais 13,2 toneladas.

Vale destacar ainda que o aumento do volume em relação aos dois últimos anos foi de 158% se comparado a 2017, e de 92% sobre 2018.

O que tem levado a eficiência nas operações de fiscalização é a evolução em grande velocidade dos procedimentos de controle, vigilância, repressão e uso de tecnologia de ponta em sistemas informatizados, segundo a Receita Federal. O órgão explica ainda que tem utilizado como base os pilares de gestão de risco, inteligência e integração com outras áreas.

Na guerra contra o tráfico, a Receita explica que conta atualmente com equipes de servidores treinados que utilizam equipamentos adequados como veículos, câmeras de diversos tipos, scaneres e cães de faro. As instalações de vigilância, de onde se observam as operações portuárias (COV - Central de Operações de Vigilância), receberam também modernos equipamentos

 

Rota para o exterior

 

A maior parte da cocaína apreendida nos pontos em que a Receita Federal atua teria como destino a Europa. Outro continente que também está na rota da droga que passa pelo Brasil é o africano.

As quadrilhas tentam enviar a maior parte dos carregamentos através de portos como o de Santos, no litoral paulista, e do Paraná. Os aeroportos internacionais também são usados para o despacho da coca.

A Receita acredita que a quantidade de cocaína que atravessa o Brasil cresceu muito nos últimos anos porque os países produtores também estão aumentando a fabricação do narcótico.

A ousadia dos traficantes pode ser vista ainda na sofisticação para esconder a droga que eles tentam embarcar. No ano passado, a Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho (Direp) da alfândega efetuou a maior apreensão que se tem notícia no porto de Santos. No dia 23 de junho, cerca de 2 toneladas de cocaína foram descobertas no meio de uma carga de café, proteína de soja e açúcar. O entorpecente estava escondido em três contêineres que seguiriam para França e Espanha.

 

Paraná e a apreensão bilionária

 

Não é só a fiscalização da Receita Federal que tem obtido êxito na caçada aos traficantes. No último final de semana, uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Paraná interceptou 3,3 toneladas de cocaína em uma marina de Guaratuba, no litoral do estado.

É a maior apreensão já realizada pela segurança paranaense. A droga tinha como endereço a Europa. A cocaína foi encontrada no barracão da marina e em um dos dois barcos usados para transportar os pacotes até um navio cargueiro.

O produto estava acondicionado em tabletes dentro 46 malas e no forro do barracão, prontos para serem enviados. Como a coca seria vendida no exterior, a Polícia calcula que os traficantes receberiam cerca de R$ 3 bilhões, três vezes mais do que se comercializassem no mercado brasileiro. Três pessoas foram presas.

Os agentes do Bope não se surpreenderam apenas com a quantidade da droga. Eles procuravam assaltantes de banco e chegaram até o local graças a uma denúncia anônima. Quem ligou para o serviço secreto disse que suspeitou de uma movimentação estranha de pessoas em uma marina particular de Guaratuba.

Durante a investigação, os militares descobriram que a área da marina apontada pelo denunciante tinha sido alugada dias antes de assaltos a agências bancárias nas cidades de Morretes e de Matinhos

"Nós estávamos atrás dos assaltantes, mas quando a gente abordou o barracão nos deparamos com outro esquema que não tinha nada a ver com os assaltos", explicou à Gazeta do Povo o subcomandante do Bope, major Durval Tavares Júnior.

Mesmo sem os três homens terem confessado, a Polícia acredita que eles tenham conseguido enviar anteriormente uma parte da cocaína. "Depois que a gente divulgou as fotos, a PF nos avisou que a droga já tinha sido apreendida na Espanha. Isso confirma que iria para a Europa. Era um grande esquema mesmo", completou o subcomandante.

 

Mais de 25 toneladas de cocaína são apreendidas no BrasilBarco usado para transportar a droga até o cargueiro
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Bruno Mott

Bruno Mott

Está explicado a perseguição a Bolsonaro e Moro?
Só não vê quem não quer.
★★★★★DIA 23.07.19 13h00RESPONDER
N/A
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