Não é a primeira estatal do governo Bolsonaro que para de bancar equipes no esporte
Petrobras corta patrocínio de quase 900 milhões da McLaren

A tradicional equipe inglesa da Fórmula 1 ficou sem o combustível financeiro do governo brasileiro para continuar voando pelas pistas. Quem meteu o pé no freio do contrato com a ex-escuderia do piloto Ayrton Senna foi o secretário de Política Econômica (SPE), Adolfo Sachisida.

A desaceleração do acordo com a McLaren começou em fevereiro, quando a estatal divulgou que estava revendo a sua política de patrocínios. Dois meses depois, em uma postagem no twitter, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que estava buscando uma maneira de rescindir o contrato de publicidade com os britânicos assinado em 2018.

O acordo para a petrolífera brasileira patrocinar a McLaren aconteceu na gestão do ex-presidente Michel Temer. No último ano de governo, o emedebista autorizou o então presidente da Petrobras Pedro Parente a assinar um contrato com cinco anos de duração. O valor total seria de 163 milhões de libras esterlinas (R$ 872,5 milhões).

Além do fornecimento de combustível e óleos lubrificantes para os motores da McLaren, o compromisso previa uma parceria técnica com o compartilhamento de tecnologias entre as duas empresas. A marca da Petrobras ainda seria estampada nos carros, uniformes e nas instalações da equipe já na temporada daquele ano.

Mas boa parte do combinado nunca saiu do papel. Até hoje a Petrobras não forneceu o combustível para as corridas. A empresa chegou a adquirir insumos para o desenvolvimento da gasolina, mas ainda não obteve a aprovação final da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para a utilização. A McLaren usou apenas o óleo de câmbio desenvolvido pela estatal brasileira.

A bandeirada para o fim da relação entre as duas partes aconteceu na quinta-feira (17/10). Ao apresentar um documento sobre as ações do governo Jair Bolsonaro nos primeiros nove meses, o Ministério da Economia informou que a Petrobrás cancelou o acordo com a equipe inglesa.

"Um injustificável contrato de patrocínio da Petrobras à equipe McLaren de Fórmula 1 - no valor de 163 milhões de libras esterlinas - foi encerrado", está escrito no documento elaborado pela Secretaria de Política Econômica.

A informação sobre o término do contrato com a McLaren foi incluída em trecho do documento sobre energia barata para uma economia competitiva. O texto destaca o processo acelerado de desinvestimento que vem sendo realizado pela Petrobrás desde a posse do governo Bolsonaro: 64 campos de petróleo foram vendidos; oito outras empresas subsidiárias foram privatizadas, entre elas a BR Distribuidora e a refinaria de Pasadena.

A gestão da companhia tem justificado sua política de cortes de custos e desinvestimentos para que a empresa possa focar investimentos em ativos essenciais, como a exploração do pré-sal.

Nessa sexta-feira, a McLaren informou via assessoria de imprensa que "os assuntos são comercialmente confidenciais e que, por isso, não poderia fazer comentários adicionais no momento" sobre a interrupção do contrato com a Petrobras.

Já o governo não informou os motivos para encerrar a parceria com a escuderia da F1, nem revelou se precisou pagar multas ou se alguma parte do contrato foi mantida.

Essa foi a terceira vez que a Petrobras estampou sua marca nos carros da mais importante competição automobilística. Entre 1998 e 2008 e de 2014 a 2016, a petrolífera brasileira fez parceria com a equipe Williams.

 

Petrobras não foi a única

 

Desde a chegada de Roberto Castello Branco à presidência da Petrobras, a estatal vem diminuído o investimento em patrocínio ao esporte. Vários projetos estão perdendo o apoio ou viram suas verbas serem diminuídas.

A petrolífera não está só na política de revisar os investimentos no esporte. No final do ano passado, logo após ser eleito, o presidente Bolsonaro decretou o fim do patrocínio da Caixa no futebol e em outras modalidades. O corte foi de dois bilhões e meio de reais. Só no futebol atingiu a 24 clubes.

Recentemente, os Correios também anunciaram o fim de parcerias. Confederações esportivas, como a de esportes aquáticos, rúgbi, tênis e handebol, ficaram sabendo que não terão seus contratos de patrocínio renovados.

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Edson Netto

Edson Netto

Nunca vou entender isso, hospitais com pessoas morrendo nos corredores, pessoas precisando de comida, há coisas mais importantes para gastar com o dinheiro do povo, e ficaram dando dinheiro a toa para coisas fúteis, pqp;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
★★★★★DIA 23.10.19 11h47RESPONDER
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carlos Mumdim

carlos Mumdim

Parabens, temos que economizar.
★★★★★DIA 20.10.19 19h30RESPONDER
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