Essa é apenas mais uma dor de cabeça para a chefe de polícia da capital Berlim
Policiais da Alemanha tiram fotos sensuais com uniforme e podem ser punidas

Desde o ataque terrorista na noite de 19 de dezembro de 2016, quando um homem suicida detonou um caminhão cheio de explosivos no mercado Natal de Berlim, o tema segurança se tornou um dos mais sensíveis entre os alemães.

O atentado custou a vida de doze pessoas. Outras cinquenta e seis saíram feridas. O mentor do ato de terror acabou abatido quatro dias depois em um tiroteio com a polícia italiana perto de Milão.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque. A organização justificou o atentado alegando que os alemães lutam contra a causa jihadista.

De lá para cá, os cuidados para vigiar os locais públicos se tornaram uma prioridade. No ano passado, as autoridades decidiram ainda entregar a missão de cuidar da segurança na maior cidade do país, com cerca de 4 milhões de habitantes, a uma mulher.

A chefe de polícia Barbara Slowik assumiu o cargo no dia 10 de abril. Formada em direito, e com 53 anos, a comandante é uma figura das mais respeitadas na Alemanha.

Barbara tem fama de ser durona e rigorosa, mas problema é o que não falta para essa super mulher. Um deles é a redução do efetivo que patrulha a cidade. Recentemente a Chefe de Polícia veio a público se queixar.

O temor de novos atentados levou Slowik dar a seguinte declaração: "Precisamos de muito mais empregos no orçamento 2020/2021, para poder lidar com as tarefas nesta cidade. De 2000 a 2015, o pessoal foi reduzido de 18.000 para 16.400. Temos que reverter essa degradação".

Os especialistas em segurança concordaram com a comandante. É consenso que a tropa atual deve ganhar o reforço de mais dois mil homens.

Para defender ainda mais sua posição, Barbara lançou uma sugestão surpreendente. A Chefe quer que cidadãos de outros países que moram em Berlim e falem bem o idioma local sejam aceitos como policiais.

O recrutamento seria feito de um jeito também diferente. A ideia é "abordar os europeus que já estão na Alemanha através dos canais de mídia social. Jovens que já sabem falar alemão e que podem ser alcançados", disse Slowik.

Numerosos franceses, espanhóis e italianos residem na cidade. Eles seriam chamados de policiais profissionais.

"Em um segundo estágio, em uma espécie de projeto piloto, e em consulta com outros países europeus, também seria possível abordar os jovens de lá, e adaptá-los aos cursos de alemão em Berlim", diz Slowik.

As preocupações de Barbara não param por aí. A Chefe de Polícia está determinada a aumentar o número de mulheres na corporação. A cota feminina hoje é de apenas 20%.

Slowik quer uma presença maior de guardas mulheres nas ruas e nas repartições.

Sem nenhuma cerimônia, Barbara explicou ainda que o incentivo financeiro é o melhor método de convencimento para as pessoas se tornarem policiais. "Posso pensar em muitas ideias, mas se não recebermos o pagamento será difícil. No entanto, com o aumento até agora do salário e de bônus de Natal, estamos no caminho certo", declarou Slowik.

 

A Chefona ameaçada e linha dura

 

Ao mesmo tempo, em que defende a presença de mais mulheres na corporação, a Chefe de Polícia anda incomodada com a exposição de algumas comandadas em rede social. A tropa de Slowik anda cheia de beldades que resolveram fazer selfies de uniforme. O objetivo delas é de se tornarem também influenciadoras digitais. Para isso, as belas agentes usam a hashtag #instacops em busca de curtidas.

As fotos foram consideradas provocantes. Barbara determinou que fosse aberta uma auditoria interna, e se investigasse as agentes que postam as imagens.

Algumas acabaram se tornando instagrammers (pessoa conhecida como celebridade na rede social). As policiais Sarribarry e Adrienne Koleszar, são dois exemplos.

 

Policiais da Alemanha tiram fotos sensuais com uniforme e podem ser punidas


E não são apenas as duas. Izabel e Melos também já tem milhares de seguidores. Em muitas fotos elas aparecem fardadas e portando armas.

 

Policiais da Alemanha tiram fotos sensuais com uniforme e podem ser punidas

 

"Seja off-line ou on-line, policiais têm que cumprir deveres oficiais [...] eles têm deveres especiais em sua profissão como funcionários públicos", reforçou o discurso de Barbara a vice-presidente alemã da União da Polícia (GdP), Jorg Radek.

Radek foi mais além. Ela afirmou que as policiais que fazem este tipo de publicação devem manter suas funções como "portadoras de uniformes", e permanecerem dentro dos "limites do bom gosto em seus postos".

A polícia federal alemã também entrou em cena. A instituição divulgou diretrizes para o uso de mídia social pelas agentes. O documento aconselha o recrutamento de jovens talentos, mas também alerta para os cuidados com a exposição e o papel de cada uma como protetora da paz.

"O uso de redes sociais não deve deixar dúvidas que a pessoa se representa e se expressa exclusivamente como uma pessoa privada", alertam as diretrizes.

Em meio a dor de cabeça com o uso das redes sociais pelas belas agentes, a Chefe de Polícia levou um susto na noite de 14 de agosto. Um homem tentou invadir a casa de Slowik.

A situação fez as autoridades aumentarem para o nível 3 a necessidade de segurança em torno da comandante. Barbara Slowik agora tem que andar com proteção policial. Dois guardas também ficam em frente à casa dela 24 horas.

O porta-voz da polícia disse que foi "uma mera medida de precaução". Depois de ouvir os vizinhos, os investigadores concluíram que se tratava de um ladrão. Eles afirmaram ainda que não há evidências de que o suspeito sabia de quem era a casa. Por via das dúvidas, a dama de ferro de Berlim segue sendo escoltada.

 

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