A medida estimularia a população de Montereau, na França, a crescer
Prefeito quer distribuir Viagra para aumentar número de alunos na escola

Você consegue imaginar como deve ser uma cidade com apenas 660 habitantes? Agora pense quantos devem frequentar escola. Não deve chegar a 150. Agora divida esse total pelo número de séries. Tem sala que não deve ter nem dez alunos.

Na verdade, todos esses cálculos foram um exagero. Em Montereau, uma pequena comuna francesa no centro do país, atualmente na escola local existem apenas duas salas de aula e cerca de 30 alunos. Uma é dedicada ao jardim de infância e outra ao que eles chamam de ensino CP.

Na vila vizinha de Cour-Marigny a situação é muito parecida. Lá, eles têm cerca de 40 meninos nas turmas do CE1 ao CM2.

"O desaparecimento de uma das duas classes na escola primária colocaria toda a escola em perigo", disse o prefeito de Montereau.

Sem onde estudar na cidade, Jean Debouzy teme que os alunos sigam para outros municípios. "Uma ou duas das quatro classes dos grupos poderiam fechar. A ameaça é ficar com um jardim de infância e um superávit primário em outros municípios como Lorris ou Varennes-Chaingy. Queremos que nossos filhos fiquem aqui", explicou o prefeito ao canal de TV France 3.

 

Viagra, a solução para Montereau

 

Preocupado com a situação que pode levar até ao fechamento das portas do colégio por falta de alunos, Jean Debouzy apareceu com a proposta inusitada. Na semana passada ele assinou um decreto dizendo que o município está disposto à bancar a distribuição gratuita de remedinhos azuis para homens entre 18 e 40 anos.

A Idéia de Jean Debouzy é estimular as pessoas a terem filhos e, consequentemente, encher a escola. "As pílulas serão distribuídas para casais entre 18 e 40 anos, para dar-lhes todas as chances de concepção e, assim, preservar escolas em dois municípios", estipula o artigo 2º do decreto.

Mas não é tão simples assim colocar em vigor a estratégia do prefeito. Na França, o Viagra só pode ser obtido com receita médica, e como Debouzy iria cumprir a promessa não ficou muito claro. O que ele garante é que abasteceria a prefeitura com os remédios azuis. "Se for preciso, eu vou conseguir o acordo do conselho e vamos ter um estoque", disse Jean.

O decreto foi assinado na última quinta-feira (16/05), mas por enquanto nenhum consumidor se apresentou na prefeitura.

No final de semana, bastante procurado pela imprensa do país para que desse mais detalhe do seu plano, Jean Debouzy explicou que, de fato, o que ele pretendia era chamar a atenção para a situação.

Segundo o prefeito, ele recorreu a uma forma bem humorada. "Foi um jeito que encontrei para falarem da escola", disse Jean Debouzy. "Todo mundo sabe o que são essas pílulas azuis, não preciso explicar. É preciso um pouco de bom humor às vezes", falou.

Mas não pense que o chefe do executivo vai ficar só nas piadas. Ele admite oferecer pagamentos a casais da aldeia que tivessem um bebê, e até para pessoas de fora que queiram se mudar para Montereau e terem filhos para manter a escola local aberta.

"Uma aldeia sem crianças é uma aldeia que morre", disse Jean Debouzy.

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