Steve Easterbrook foi dispensado depois de quatro anos à frente da empresa
Presidente do McDonald’s é demitido por ter caso com uma funcionária

A notícia surpreendeu o mundo dos negócios no final de semana. Na verdade, a saída de Easterbrook foi decidida na sexta-feira, mas só no domingo a notícia se tornou pública.

Por enquanto, muitos detalhes ainda são mantidos em segredo, como a identidade da funcionária. O conselho de administração deve confirmar a demissão de Steve de forma oficial nessa segunda-feira, dia 4 de novembro.

O que se sabe até agora é que a justificativa para a decisão do McDonald’s foi baseada numa violação à política da cadeia de fast food. O envolvimento de executivos da marca com colaboradores da empresa é vedado pelo grupo, de acordo com as normas da rede.

No domingo, em um e-mail enviado aos funcionários, Easterbrook pediu desculpas e confirmou o relacionamento "proibido".

"Quanto à minha partida, tive um relacionamento consensual recente com uma funcionária, que violou a política do McDonald's", escreveu. "Isso foi um erro. Dados os valores da empresa, eu concordo com o conselho que é hora de seguir em frente. Além disso, espero que você respeite meu desejo de manter minha privacidade", explicou.

O ex-presidente disse também que seu tempo como CEO "foram os anos mais gratificantes da minha vida profissional".

Em um comunicado, o McDonald’s afirmou que Steve "demonstrou mau julgamento envolvendo um recente relacionamento consensual com uma funcionária".

Easterbrook é divorciado.


A trajetória de Steve

 

O britânico Steve Easterbrook tem 52 anos. Ele chegou ao cargo de CEO e presidente-executivo do grupo McDonald’s em março de 2015.

Em seus discursos, ele dizia sempre que seu objetivo era transformar o McDonald's de um império decadente de fast food em uma "empresa moderna e progressiva de hambúrgueres".

Easterbrook liderou um agressivo plano de modernização. A companhia remodelou rapidamente as lojas para incluir cardápios digitais e adquiriu empresas de inteligência artificial para melhorar a experiência drive-thru. A esperança de realizar mais vendas de confirmou.

Sob a orientação de Steve, nos Estados Unidos o McDonald's se comprometeu ainda a modificar suas principais opções de menu, abandonando sanduíches artesanais e diminuindo as refeições noturnas para aumentar a eficiência. Outra medida foi a de investir em cafés da manhã.

Steve sabia que era preciso se adaptar aos novos hábitos do consumidor.

Em mais uma iniciativa inédita, a empresa começou a vender quilos de carne fresca, enquanto outras cadeias experimentavam comercializar proteínas vegetais. Easterbrook permaneceu cauteloso e não quis se arriscar com essa tendência.

A estratégia foi vitoriosa. As vendas do McDonald's começaram a crescer. Na bolsa de Wall Street as ações da empresa dobraram de valor. Mas nem tudo foram flores. Ultimamente os investidores andam decepcionados com o desempenho no terceiro trimestre.

Sob a liderança de Easterbrook, também houve tensão com os franqueados que formaram uma associação em 2018. Eles têm pressionando por mudanças, como a adição de um sanduíche de frango premium ao menu.

Steve sai de cena para a chegada de um americano que também tem fama de ter alavancado a empresa na América do Norte, o executivo Chris Kempczinski, atualmente presidente do grupo nos Estados Unidos.

"Kempczinski foi fundamental no desenvolvimento do plano estratégico do McDonald's, e supervisionou a transformação mais abrangente dos negócios dos EUA na história do McDonald's", justiçou em um comunicado Enrique Hernandez, presidente do conselho de administração do McDonald's.

"Chris assume o comando desta grande empresa em um momento de forte desempenho sustentado", continuou Hernandez. "O conselho tem toda a confiança de que ele é o melhor líder a definir a visão, e orientar os planos para o sucesso contínuo da empresa”, finalizou.

Kempczinski disse também em comunicado que está "energizado por esse desafio" e espera "guiar o sucesso contínuo do McDonald's".

A mais famosa rede de fast food do mundo tem 38 mil pontos de venda em cerca de cem países. Só nos Estados Unidos existem mais de 14 mil lojas.

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