Mais de 6 mil adolescentes são prostitutas no país que criou lei para tratar assunto como caso de polícia
Prostituição virou moda na França entre jovens

Se a prostituição é a profissão mais antiga da humanidade nenhum estudo ainda conseguiu provar. Em recente trabalho científico divulgado pela famosa Universidade de Harvard, os pesquisadores admitem que os cozinheiros foram os primeiros profissionais recompensados por terceiros.

O certo é que o tema prostituição sempre gera muita polêmica e controvérsias. Segundo a fundação francesa Scelles, em 2012 cerca de 40 milhões de pessoas se submetiam a exploração sexual no mundo.

No Brasil estima-se que um milhão e meio de homens e mulheres aceitam vender o próprio corpo em relações sexuais. Por aqui não existe nenhuma legislação que considere o "sexo pago" como crime. Mas em outros países algumas leis são bem severas. 

No começo do ano o presidente Donald Trump promulgou duas leis nos Estados Unidos, batizadas de Sesta e Fosta, que atribuem responsabilidades penais a páginas da internet que publiquem anúncios de prostituição. As consequências foram imediatas. Em algumas semanas, a nova legislação causou o fechamento de vários portais de anúncios. 

Mas é da França que chega a notícia que chocou a opinião pública. Em 2016, os franceses aprovaram uma lei que muda a regulação da prostituição no país, considerando crime quem paga por sexo. A multa por lá pode chegar até 3.750 euros (cerca de R$ 18 mil).

Os condenados ainda tem que frequentar aulas para aprender sobre as condições em que as prostitutas vivem.

Mas pelo jeito não surtiu muito efeito. Um estudo realizado pela Associação Agir contra a exploração sexual infantil, mostrou que mais de seis mil adolescentes, com idade a partir de 13 anos, se vendem no país. Esse número pode chegar a oito mil, segundo a mesma pesquisa. Outro dado de causar perplexidade é que cada vez mais aumenta a quantidade de meninas de classe média adeptas da prostituição. 

Responsável por um documentário sobre o tema na televisão francesa Claude Ardis explica que “o tabu sobre a prostituição de adolescentes nunca foi tão grande na França”. As famílias não falam sobre o assunto, mas a prática atinge “todas as classes sociais e garotas cada vez mais jovens”.

Para o presidente da associação ACPE, Armelle Le Bigot-Macaux, há principalmente dois tipos de jovens prostitutas na França. Um grupo composto por garotas influenciadas pelos próprios namorados a ter relações com outros homens e, o mais frequente, o das jovens que são recrutadas pelas próprias amigas. 

“Essa realidade está ligada às práticas sexuais de jovens, motivadas pelo consumo, pelo acesso à mídia, às redes sociais e influenciadas por programas de reality shows da tv", explica Armelle Le Bigot-Macaux. 

Mesmo com a leis que punem quem contrata prostituta as ocorrências cresceram no último ano. Em 2017, foram registrados 90 processos no país, contra 60 casos no ano anterior. Uma prova clara de que não adianta tratar prostituição como caso de polícia.

Prostituição virou moda na França entre jovens

 

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José Arnaldo Castro

José Arnaldo Castro

O texto acima veio abordar um tema muito interessante e triste. A matéria fala mais exclusivamente da França e deve incluir apenas Paris. E as demais cidades de porte médio naquele país? Acredito que esse comportamento está mais vinculado às mulheres. E digo mais, no mundo todo em geral. A prática da prostituição, sabe-se que ela nunca teve local para sua prática, raça, cor, religião, idade ou qualquer outro fator que a iniba. É um mal geral. No caso das moças, geralmente, pela faixa etária, não sabem que dentro de poucos anos elas estarão acabadas e rejeitadas pelos homens e, como não tem outra profissão legal, caem na clandestinidade, levando-as muitas vezes ao suicídio. Em seus lugares sempre aparecerão outras que até certo ponto, acredito que sejam inocentes, e sem motivação para o mundo. O dinheiro fácil, numa civilização organizada como os países desenvolvidos, sem uma estrutura familiar estável, as fazem cair nesse poço profundo e sem volta. Acredito que não haja lei alguma que proíba ou a iniba. Tenho notícias que nos países do leste europeu a situação é pior ainda. É um problema sem uma solução ou mesmo, que a amenize a situação tão triste. Temos que trazer nossos filhos mais junto a nós e, a medida que vão crescendo, mostrar-lhes o caminho certo, o caminho de uma família unida. A prática de uma religião, sem dúvidas, é um caminho muito bom. Crer em Deus nos faz mais junto a ele e Ele nos protegerá de todos os males.
★★★★★DIA 10.10.18 15h31RESPONDER
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Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

José Arnaldo, infelizmente não sabemos se esse números retratam o desespero que leva a uma escolha incabível, ou se é mais um triste modismo.


 


Abraço 

★★★★★DIA 10.10.18 17h33RESPONDER
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Cláudia Romualdo

Cláudia Romualdo

Que texto bacana! Muito apropriada a abordagem de um assunto tão delicado! Às vezes pode parecer que só há glamour, muito dinheiro, joias caras de presente, frequência a lugares chiques, viagens a destinos paradisíacos... Nada disso! Além da dignidade dessas jovens que acaba indo parar no chão, imagino, quantas delas não terão sido vítimas de violência. Vida muito triste! Sem contar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. Não há glamour. No final, só tristeza...
★★★★★DIA 19.09.18 15h27RESPONDER
Guilherme Mendes
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