Segundo a OMS os número de morte no trânsito crescem em todo o mundo. O Brasil também não consegue freá-los
Trânsito ou guerra - As estatísticas de uma epidemia

O balanço do movimento nas estradas federais no feriado do último dia 7 de setembro é um verdadeiro desastre na segurança rodoviária brasileira. Até às 7h30 da segunda-feira, dia 10, foram registrados 563 colisões e capotamentos com 61 vítimas fatais.

Os números não ultrapassaram os do ano passado, mas se assemelham quando na mesma época ocorreram 685 acidentes com 48 mortos.

É bom ressaltar que esses dados são pertinentes apenas as BRs, o que corresponde somente a 5% das estradas nacionais.

As estatísticas aceleram para dados ainda mais impressionantes quando são revelados os absurdos cometidos pelos motoristas no período de janeiro a julho de 2018. Segundo a Seguradora Líder, 22.503 pessoas morreram em meio ao caos de imprudências e outras 134.710 ficaram inválidas. Ou seja, quase todos os dias morrem cerca de 107 pessoas no nosso trânsito urbano e nas estradas. Os homens somam 54% das vítimas fatais, enquanto as mulheres tem um percentual de 18% e 28% são pedestres.

 Trânsito ou guerra - As estatísticas de uma epidemia

Dos 12.144 motoristas que perderam suas vidas, 8.536 eram motoqueiros. Isso mesmo que você já deve ter lido na tela acima e está calculando: todos os dias morrem em media 40 motoqueiros no país.

Já com relação ao horário, a maior incidência está no fim de tarde e início de noite. Entre 17h e 20h aconteceram 23% dos acidentes.

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Os números de Minas Gerais estão entre os piores do Brasil. O estado é o segundo do país com o maior registro de mortes: 2.482, batendo de frente com São Paulo com 3.174 ocorrências. No mesmo período,14.832 mineiros ficaram inválidos e 15.075 paulistas.

É bom lembrar que, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2017, Minas Gerais acelerou nas imprudências e foi o estado com o maior número de acidentes em estradas federais (12.702) com 869 mortes.

Os levantamentos da PRF ainda detalham os motivos mais comuns para essa barbárie.

Acidentes por falta de atenção (30,8%) e velocidade incompatível (21,9%) são os tristes líderes do ranking. Uma dezena de outras sandices como ingestão de álcool, desobediência à sinalização, ultrapassagens perigosas, sono ao dirigir ou pilotar moto completam o rol dos boletins de ocorrências.

No planeta a situação é igualmente dramática. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no ano passado morreram 1 milhão e 300 mil pessoas vítimas de acidentes automobilísticos e outras 50 milhões ficaram com sequelas.

Com ruas e rodovias entupidas de motoristas cometendo imprudências o trânsito entrou em colapso.

A OMS já trata o assunto como um problema de saúde pública e projeta para 2020 um milhão e 900 mil vítimas fatais.

Um recorde que atropela a sensatez do ser humano e mostra o quanto ainda precisamos aprender a respeitar simplesmente as leis da racionalidade.

 

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