O Tribunal Superior Eleitoral tomou uma nova medida para o eleitor reclamar na própria seção se achar que as urnas eletrônicas estão fraudadas
TSE tenta salvar a credibilidade das urnas eletrônicas

As urnas eletrônicas se tornaram as grandes vedetes dessa eleição. O que deveria ser motivo de orgulho para o país, que investiu muita grana em tecnologia para termos apurações rápidas e sofisticadas, acabou se tornando uma enorme dor de cabeça para o TSE.

Na verdade, essa desconfiança não é de hoje. Na eleição de 2014 os apoiadores do candidato derrotado Aécio Neves também colocaram a boca no trombone insinuando fraudes no sistema de votação. O certo é que, de forma oficial, ninguém, até hoje, provou nada.

O tempo voou e, quatro anos depois, a boataria de irregularidades e manipulações ficou maior. No primeiro turno, ainda no transcorrer da votação do dia 7 de outubro, vários relatos de pessoas país afora, que juram ter sido vítimas de falhas das urnas eletrônicas, encheram as redes sociais e grupos de Whatsapp.

O brasileiro, desconfiado por natureza, ficou confuso diante de tanta acusação. Na berlinda, o TSE já se posicionou várias vezes garantindo a segurança do sistema, refutando qualquer possibilidade de manipulação nos equipamentos.

Para tornar esse cenário ainda mais perturbador essa praga de fake news entrou em campo de maneira sórdida, visando única e exclusivamente perturbar a cabeça das pessoas.

São tantos textos, e tão detalhistas, que as pessoas acabam se deixando enganar pelas postagens mentirosas. Viramos reféns de um jogo sujo, que visa explorar a boa fé das pessoas.

Onde está o gatilho dessa arapuca?

Quando se recebe uma mensagem de um amigo ou parente, alguém que você gosta e confia, a tendência é acreditarmos que se trata de algo verdadeiro. É dessa vulnerabilidade que as fakes news tem se aproveitado em boa parte.

Esse é um ponto que precisamos chamar a atenção antes de criarmos uma opinião final sobre as urnas.

Por outro lado, as falsas noticias, ao mesmo tempo em que tumultuam o ambiente, servem também para tirar a legitimidade de supostos crimes eleitorais. Ficou comodo justificar tudo como fake news.

Agora, falando dos equipamentos de votação. Vamos dar voz ao TSE para fazer a defesa das maquininhas. O Tribunal Superior Eleitoral nunca admitiu qualquer possibilidade do sistema ser falho, e até criou uma página em seu site para esclarecer as supostas irregularidades que são "denunciadas" a rodo, principalmente, nos grupos de Whatsapp.

Está aqui o link para quem quiser conferir algumas explicações oficias do Tribunal Superior Eleitoral:

http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018/esclarecimentos-sobre-informacoes-falsas-eleicoes-2018

Ok! Esse game de especula de lá e se defende de cá, já virou novela. Todo dia tem um capítulo novo cheio de emoção. E, pelo andar da carruagem, vai ser assim até depois do dia 28 de outubro.

O fato novo nesse cabo de força aconteceu ontem a noite. Depois de ser bombardeado de todas as formas, o TSE se reuniu e tomou a seguinte decisão:

Foi criado um protocolo de emergência. Os próprios mesários das seções terão que agir no local em caso de denúncia de fraude. Eles vão receber orientações específicas dos Tribunais Regionais Eleitorais em como repassar as denúncias, ou mal funcionamento das urnas eletrônicas, de forma on line para os TREs. Para isso, está sendo desenvolvido um aplicativo que será usado em tempo real. Segundo o Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, os mesários poderão acionar os juízes eleitorais e até as forças de segurança. Mas, a partir daí, a Justiça Federal precisará dar uma autorização para que seja feita uma investigação.

Será que agora o eleitor vai se sentir mais seguro?

Vamos ter que aguardar o último capítulo dessa novela para saber quem é o mocinho e o vilão dessa história. 

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