Em um país onde o que não falta é dinheiro, a Arábia Saudita gastou mais de 30 bilhões de reais para levar muçulmanos de Meca a Medina em duas horas
Um trem que anda a 300km/h para ninguém perder a fé

Em tempos de revolução tecnológica a mil, onde tudo precisa de muita velocidade, a correria contra o tempo chegou a fé.

A novidade vem da Arábia Saudita. O país tem várias tradições, costumes e muito dinheiro. Isso é fato. O petróleo jorra fácil naquele solo. Eles têm a segunda maior reserva do mundo e estão em primeiro lugar no quesito exportação do ouro negro. Tanta fartura assim deixou muito sheik rico.

O país mulçumano, ou seja, seguidor do Islamismo, até hoje é uma monarquia. Não tem partidos e nem sindicatos. As leis que regem lá são baseadas na religião.

Só para recordar. O Islamismo é uma religião monoteísta baseada em "Cinco Pilares": oração, caridade, fé, jejum e peregrinação.

Os muçulmanos seguem os ensinamentos do profeta Maomé, fundador do Islamismo. O livro sagrado do Alcorão é que rege todos os seus fiéis.

As cidades de Medina e Meca são sagradas no Islamismo por motivos óbvios. Foi em Meca que nasceu o profeta Maomé e em Medina está enterrado o corpo dele.

É tradição que todo muçulmano faça, pelo menos uma vez na vida, uma peregrinação a uma dessas cidades. Todo ano milhões de pessoas seguem esse ritual.

Quem vai a Meca faz a peregrinação chamada Hajj ou Hadj, que é feita até a Mesquita Al-Masjid al-Haram. Em Medina a caminhada segue em direção a mesquita de Al-Masjid an-Nabawi, onde o profeta foi sepultado.

Cinco vezes por dia, os muçulmanos tem que orar. Os avisos são dados pelas mesquitas espalhadas por todo o país.

Mas não é só a religião que é levada muito sério na Arábia. Quem pisa na bola com as leis locais sofre castigos duros. Quem rouba pode ter a mão decepada. Se o crime for muito grave, pena de morte.

Entre agosto de 2014 e junho de 2015, 175 pessoas foram executadas, o que dá uma média de um sentenciado a cada dois dias.

A maioria das execuções é através da decapitação, ou de fuzilamento. Grande parte das execuções é consumada em público e os cadáveres e as cabeças arrancadas são exibidos depois.

De janeiro a abril de 2018, a Arábia Saudita cortou o pescoco de pelo menos 48 condenados.

Os delitos que estão sujeitos a condenação máxima são homicídio qualificado, estupro, falsa profecia, feitiçaria, tráfico de drogas, assalto a mão armada, homossexualidade e adultério.

A novidade na Arábia Saudita de tempos modernos passa longe das constantes execuções, mas se mantém fiel a fé

Uma linha de trem de alta velocidade foi aberta para ligar as cidades santas de Meca e Medina em apenas duas horas.

A distância de 450 km pode ser percorrida em trens com 417 passageiros a bordo.

Um trem que anda a 300km/h para ninguém perder a fé

A estrada de ferro foi construída e operada por um consórcio espanhol. Os peregrinos muçulmanos e outros viajantes podem usufruir agora do maior projeto de transporte no Oriente Médio.

São ao todo trinta e cinco trens capazes de rodar a uma velocidade de 300 km/h, "encurtado" um trajeto que antes era percorrido em cinco horas.

A obra teve um custo inicial de 6,7 bilhões de euros, mas sofreu alguns atrasos e esse montante precisou sigilosamente ser reajustado.

Por lá o que não falta é fé e dinheiro.

Um trem que anda a 300km/h para ninguém perder a fé

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