A beldade mora do outro lado do mundo, mas todo ano vem ao Brasil desfilar na Sapucaí
Uma australiana será a rainha da Unidos da Ponte no carnaval do Rio

Que o carnaval brasileiro é admirado e frequentado por pessoas do mundo todo não tem nada de novidade. Que muito turista já se enfiou pela Marquês de Sapucaí como integrante de escola também você deve ter ouvido falar. Agora, que tem gringa rainha de escola, isso parece ser inédito.

A escolhida para ser a maior representante da Unidos da Ponte no sambódromo em 2020 é a bela Denise Kayan. Apesar do nome parecer de uma brasileira, na verdade, se trata de uma australiana, que mora em Melbourne.

Antes de falarmos sobre a trajetória de Denise no samba, primeiro é preciso dizer que se trata de uma advogada e modelo apaixonada por dança. Se você olhar o perfil dela nas redes sociais vai encontrar várias apresentações da dançaria em seu país.

Para aprender a sambar, há treze anos a australiana começou a frequentar aulas. Até hoje Denise ainda tem professores experientes que a ajudam a aperfeiçoar os passos. Entre seus mestres mais conhecidos estão nomes como Egili Oliveira, Luana Bandeira e Mayombe Massai.

 

Uma australiana será a rainha da Unidos da Ponte no carnaval do Rio

 

Agora vamos às passarelas. Kayan estreou na Marquês de Sapucaí em 2014, quando desfilou pela Mangueira. Depois foi passista na Mocidade Independente de Padre Miguel e musa da Renascer de Jacarepaguá. Denise também foi musa no carnaval de Florianópolis (SC).

“Visitei o Rio de Janeiro pela primeira vez em 2014, ano em que também fiz minha estreia na Sapucaí desfilando pela Mangueira. Desde então não parei mais e fui me preparando cada vez mais com aulas intensivas de samba no pé. Fui musa da Renascer de Jacarepaguá por duas vezes e, em 2019, desfilei como passista na Mocidade Independente. Aí vi que estava pronta e que realmente meu samba no pé estava digno de dar novos passos”, resume a vida nos carnavais.

O convite para ela voltar ao Brasil em 2020 foi feito pela Unidos da Ponte, que vai desfilar na Série A na noite de sexta-feira. O enredo será "Elos da eternidade".

Com a sambista australiana, a agremiação de São João de Meriti quer impressionar lançando a de rainha da escola, posto que será ocupado por Denise Kayan.

"Será meu primeiro ano como rainha de uma escola de samba. Mesmo ainda não sendo à frente da bateria, como é meu sonho, vou representar meu país no Brasil e honrar a comunidade de São João de Meriti com todas as forças", contou Denise.

Sobre as desconfianças de que o samba de uma gringa não é o mesmo das brasileiras, Kayan não se intimida.

"Ser rainha em uma escola de samba é uma posição que abraço com total gratidão e muita humildade. Quero integrar-me ao máximo com a comunidade e fazer do título do enredo 'Elos da Eternidade' algo real na minha relação com a escola. Agradeço muito esta oportunidade e vou mostrar que meu samba é brasileiro, sem dúvida", diz a modelo.

A Unidos da Ponte será a terceira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, dia 21 de fevereiro, no Sambódromo do Rio.

 

A invasão de gringas

 

A invasão de estrangeiras no carnaval carioca foi um dos maiores esse ano. Só a Império da Tijuca levou para seu desfile nada menos do que três musas e oito passistas de diversos países.

Além da londrina Samantha Flores, que completou 6 anos de samba na pista da Sapucaí, defenderam com destaque as cores da verde e branca da Tijuca a peruana Johana Vizcarra e a havaiana Christine Heintz. Duas passistas australianos, duas argentinas, uma russa, uma japonesa, uma suíça e uma uruguaia completaram o time de gringas da Império.

A musa americana Christine Heintz, foi uma das estrelas mais festejadas pela escola. Apaixonada por samba, há oito anos Christine frequenta o carnaval do Rio. Mesmo morando longe, na época dos desfiles ela aparece no Brasil. Em 2018, a americana entrou no sambódromo como passista da Império Serrano, e agora pela Império da Tijuca.

A musa já teve aulas de samba no pé com Mayara Lima, Carlinhos de Jesus, Uillana Adaes (ex-rainha do carnaval), Carlinhos Coreógrafo e Evelyn Bastos.

"Embora eu não seja brasileira, minha alma é. Eu não falo português, mas meus pés e quadris sim. Aprendi muito sobre a história, a cultura e a tradição do samba. Como ser musa exige dançar sozinha, sei que devo trazer boa energia, envolver a plateia, cantar o samba-enredo com orgulho e sambar com todo o meu coração", disse a bailarina.

 

Uma australiana será a rainha da Unidos da Ponte no carnaval do Rio

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