Essa onda é nova na carreira do alemão Sebastian Vettel. Nos autódromos ele estava acostumado com o cheiro de gasolina
 Vettel reclama de maresia de maconha na pista dos EUA

Os treinos da sexta-feira são apenas para os pilotos preparem os carros para a corrida de domingo. No entra e sai da pista eles testam as opções aerodinâmicas dos carros e os pneus. Os tempos registrados pelas equipes não são considerados para a classificação. Por isso, é o dia que menos tem público nos autódromos.

O número reduzido de torcedores não quer dizer que a turma que aparece no circuito não seja animada. Quem vai é porque gosta demais da Fórmula 1. Para Sebastian Vettel, nos Estados Unidos o pessoal da sexta-feira também curtiu muito um "baseado".

Terminada a sessão de treinos livres em Austin, no estado texano, o piloto da Ferrari parou para atender um jornalista do canal Sky Sports. Parecendo bem relaxado, e sentindo a maresia, o alemão foi rápido em abordar o tema com o repórter Luke Smith.

"Maconha é legalizada no Texas?", Sebastian começou perguntando.

"Você sentiu o cheiro na pista hoje?", indagou o jornalista.

"Sim, coisa maluca! Na curva 1 e na curva 11", disparou o alemão.

"No pit lane também. Situação estranha", devolveu o repórter.

E Vettel completou: "É maconha, não é estranho! Senti o cheiro no carro".

O que o ferrarista ficou sabendo pouco mais tarde é que o consumo de maconha de forma recreativa no estado americano não está liberado. Esse ano, o governo do Texas autorizou a produção de CBD e o plantio da erva para uso na comercialização de produtos com níveis inferiores a 0.3% de THC – psicoativo encontrado na maconha. A lei foi sancionada pelo governador Greg Abbott e teve apoio de democratas e republicanos.

Portanto, a turma que produziu o "aroma" em Austin estava correndo risco de ser presa.

Nos dois treinos de sábado, incluindo o oficial que definiu a ordem de largada para a corrida, não se teve relatos de mais cheiros "estranhos".

O alemão Sebastian Vettel marcou o segundo melhor tempo e vai largar na primeira fila no domingo.

 

Vettel reclamou mais

 

Não foi só o cheiro da canábis que incomodou o alemão nos Estados Unidos. Ao ser perguntado sobre as mudanças que os carros de Fórmula 1 terão que passar para o campeonato de 2021, o tetracampeão do mundo disse que não gostou. A reclamação dele é que as máquinas irão perder velocidade. Em alguns circuitos, o tempo por volta pode crescer em cerca de três segundos.

Vettel defende que a mudança deveria ser no peso dos carros, não na aerodinâmica.

No último final de semana, depois do GP do México, o piloto reclamou também do desenho do troféu que recebeu pelo segundo lugar. "Acho que é uma pena. Tivemos uma ótima corrida, você coloca tanto esforço, mas então você consegue esses troféus de merda que parecem chatos. Talvez devêssemos ter algo tradicional do México no futuro, algo legal", disse no circuito Hermanos Rodríguez.

A premiação foi patrocinada pela cervejaria Heineken, que tem uma estrela como sua logomarca. Sem economizar nas críticas, Sebastian atacou até a exposição da fabricante holandesa.

"Há Heineken escrito em todos os lugares, você não precisa colocar essa porcaria de estrela no troféu também. Então poderiam ter algo como era antes, de quando a Fórmula 1 corria aqui antes de voltarmos", completou.

Vettel não gostou ainda da presença de um mascote mexicano no pódio fazendo selfies e chegou a dar um chega pra lá no rapaz. "Não gostei do cara da selfie quando tentou se colocar na foto, então acabei o empurrando para longe. Não gosto de selfies de qualquer maneira", finalizou.

No Campeonato Mundial, sem chances de conquistar o penta, Sebastian ocupa a quarta colocação, atrás de Hamilton, Bottas e Leclerc.

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